XFCi 10: semifinalista, Willian Cilli relembra carreira no basquete e espera finalizar Egípcio

Badawy vs Cilli - XFCi 10

XFCi 10: semifinalista, Willian Cilli relembra carreira no basquete e espera finalizar egípcio

Lutador paulista enfrenta Mohamed Hassan Badawy no dia 4 de julho, em São Paulo, buscando vaga na final do GP da segunda temporada internacional da franquia

No dia 4 de julho, em São Paulo, o XFC realiza o último evento da sua segunda temporada internacional com um card decisivo. Uma das lutas do XFCi 10 – Night of Champions terá sob os holofotes o brasileiro Willian Cilli e o egípcio Mohamed Hassan Badawy, em uma das semifinais do torneio da categoria peso-leve (até 70,3kg). Quem vencer, terá o direito a disputar a medalha de ouro e se credenciar à linha de desafiantes ao cinturão da categoria, atualmente vago.

As decisões fazem parte da vida do brasileiro que, em 1999, começou a jogar basquete pelo colégio e continuou a praticar na faculdade de Educação Física, chegando a atuar profissionalmente pelo Clube São Sebastião. Porém, por medir 1,84m, se considerava “baixinho” para o esporte e decidiu mudar radicalmente de vida em 2012. Passou, então, a praticar jiu-jitsu e a intensificar os treinos de muay thai, arte marcial que começou a praticar ainda aos 14 anos de idade.

“Eu sempre gostei de esportes em geral. Quando comecei no muay thai, a convite do meu colega de escola que dava aula na academia, já jogava basquete no colégio e depois na faculdade de Educação Física. Jogava profissionalmente como ala, mas estava com diferença de altura grande para os adversários. Entrei no jiu-jitsu e, dois meses depois, estava finalizando um adversário no MMA. Agora, com mais experiência, vou em busca do meu sonho de ser campeão de um grande evento que é o XFC”, comenta Cilli, que ostenta cartel de nove vitórias e duas derrotas e está invicto há três lutas.

Aos 27 anos e com um cartel de nove vitórias e três derrotas, Willian Cilli viu a chance de realizar seu sonho ao ser selecionado para participar da segunda temporada do GP dos pesos-leves do XFC. A estreia na organização foi em novembro de 2014, na sétima edição do evento no Brasil, em São Paulo, com vitória por finalização por chave de joelho sobre Reinaldo Ekson no segundo round. Em dezembro, o lutador enfrentou Luiz Henrique Barbosa no XFCi 8, na cidade de Campinas (SP), e venceu com uma chave de omoplata no terceiro assalto. Willian já tem o jogo de Mohamed Hassan Badawy estudado e espera obriga-lo a dar os três tapinhas no XFCi 10, assim como já fez com sete de seus adversários.

“Eu sou faixa-roxa de jiu-jitsu e corda azul escuro e preto no muay thai. Sempre busco a trocação, a luta em pé, mas meus adversários procuram o chão. Acho que eles subestimam meu jiu-jitsu e a luta acaba se desenvolvendo para finalizar. Já vi algumas atuações do egípcio e deu para perceber falhas importantes no jogo dele. É um garoto novo, com alguma experiência, mas que não fica confortável no chão. Quero vencer de qualquer maneira, mas prevejo uma nova finalização. Tenho treinado todos os dias para chegar bem no combate, durmo e acordo pensando nisso, e quero logo entrar no hexágono”, conta.

Egípcio impressiona pela garra

O confronto do brasileiro contra Mohamed Badawy está previso para abrir o card do evento que terá somente decisões e semifinais de torneio. Para o presidente do XFC, Myron Molotky, o duelo entre Willian Cilli e o egípcio reflete o que a organização norte-americana espera dos atletas que disputam o título e o medalhão de ouro, entregue ao vencedor de cada temporada do GP, e que na categoria peso-leve teve como primeiro dono o sul-catarinense Nathan Schulte.

“Tanto Cilli quanto Badawy são jovens ainda, mas demonstram muita garra e determinação em suas lutas. Temos grande expectativa por esse confronto, são dois atletas que refletem nossa busca por novos talentos do MMA mundial e estamos dando a eles a oportunidade de aparecerem para o mundo. Essa é uma luta de semifinal, mas o público pode esperar vontade os dois com vontade de campeão no hexágono”, projeta Molotky.

Com um cartel de 10 vitórias e três derrotas, Mohamed Hassan Badawy tem 21 anos e fez uma luta pela franquia. Em dezembro de 2014, no XFCi 8, ele venceu Alex Ricardo Franco por nocaute técnico no terceiro round.

“O Mohamed Badawy veio para surpreender no XFC”, analisa o matchmaker do XFC, Eduardo Duarte. “A luta dele contra o Alex Franco foi muito dura, com reviravoltas, e no fim o Mohamed conseguiu um nocaute técnico. Mostrou que tem muita garra e consegue superar as adversidades dentro do hexágono. O Willian Cilli tem se mostrado um atleta completo, mas que não terá moleza e vai ter que fazer uma grande exibição para passar à final”.

XFCi 10 – Night of Champions

Data: Sábado, dia 4 de julho de 2015
Local: A definir, São Paulo – SP
Horário: 21h (horário de Brasília)
Transmissão: Ao Vivo na RedeTV! a partir de 00h30 (sábado para domingo)

Card Principal
Ao vivo na RedeTV! a partir de 00h30 (sábado para domingo)

Até 77,1kg: Carlston Harris (GUY) x Michel Pereira – Final do torneio peso-meio-médio
Até 61,2kg: James Gray (EUA) x Daniel Virginio – Final do torneio peso-galo
Até 52,2kg: Vuokko Katainen (FIN) x Viviane Pereira – Final do torneio peso-palha
Até 65,7kg: Ranfi Rivas (VEN) x Guilherme Faria – Semifinal do torneio peso-pena

Card Preliminar
Transmissão na semana seguinte

Até 70,3kg: Fernando dos Santos x Rubenilton Pereira – Semifinal do torneio peso-leve
Até 65,7kg: Missael Silva x Pedro Falcão – Semifinal do torneio peso-pena
Até 70,3kg: Mohamed Hassan Badawy (EGY) x Willian Cili – Semifinal do torneio peso-leve

Sobre o XFC

Organização de grande prestígio nos Estados Unidos, o Xtreme Fighting Championships (XFC) foi criado em 2006 e se tornou um dos principais eventos de MMA (artes marciais mistas) do mundo. Com base no Michigan e escritórios em Nova York, Flórida, São Paulo e Buenos Aires (ARG), a franquia desembarcou no Brasil em fevereiro de 2014, com o XFCi e o objetivo de revelar ao mundo a nova geração de talentos do MMA mundial, nos torneios e superlutas, misturando as futuras estrelas com veteranos de talento reconhecido.

Na primeira temporada, cinco campeões foram definidos, assinaram contrato com o XFC e receberam medalhas de ouro maciço, com as inscrições “Integridade, Honra e Glória” – a missão da organização. Eles agora entram numa linha de desafiantes aos cinturões, e já têm a companhia de Poliana Botelho, recém-coroada campeã na categoria peso-mosca. Atualmente, Bruno “Macaco” Azevedo é o único dono de cinturão do evento, que realizará novas disputas ainda neste ano.

O XFC realiza uma série de ações sociais nas cidades por onde passa, conta com transmissão ao vivo pela RedeTV! para todo o Brasil e tem um programa semanal dedicado na grade da emissora. A HBO Latin America, o Terra TV e o UOL também exibem conteúdo do XFC em sua programação.

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